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10.8.04
Posted 8:45 PM by C L A U D I N H A
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SUSHI A QUATRO MÃOSAcho uma sacanagem ter que pagar pelas peças de japonês que sobram no rodízio. Um procedimento unha de fome do estabelecimento, e é claro, convida a uma reação unha de fome dos consumidores. Como se livrar dos sushis e sashimis que você não agüenta mais comer e se recusa terminantemente a ter que pagar 1 ou 2 Reais por cada peça??? Barra da Tijuca, mais um domingo tedioso e frio do mês de agosto. Resolvi ir ao cinema com o meu filho e uma grande amiga com a filha dela. Entradas compradas e pouco tempo pra comer. Na pressa e na pão-durice, optamos por um restaurante com uma cara mais ou menos, nem cheio nem vazio. A princípio, resolvemos não exagerar na quantidade de peças. O mesmo discurso; "Dessa vez vamos pegar leve!" Resultado: não pegamos leve, o sushi estava uma bosta e de um tamanho descomunal. Como enfiar na boca um sushi daquele tamanho???? Resultado 2: a gente se fudeu mais uma vez. A solução foi encontrar uma nova saída para se livrar daqueles dois barcos de sushis gigantes. Éramos três bocas para, digamos, oitenta e poucas "big peças" . Eu estava sem bolsa e não havia banheiro no local. A minha amiga estava com bolsa mas se recusava a enfiar todos os sushis dentro dela. Ela sempre se fudia porque sempre sobrava a bolsa dela de depósito de sushis. Os minutos passavam rápido e o desespero pra se livrar das peças em tempo recorde (sem ter que comer), só aumentava. Para o meu alívio, a minha amiga teve uma brilhante idéia. Santo copo de mate vazio! De vazio a lotado em três tempos. Direto pra bolsa. Precisávamos de pelo menos mais 2 copos de mate. Um mesa cheia de gente se levantou atrás de mim. Minha cabeça se virou a procura de uns copinhos. Filhos da puta, só tomaram refrigerante! Rararara.... nunca ri tanto na minha vida. A minha amiga enfiava que nem uma alucinada, sushis e sashimis no copo de mate. Na minha vez de enfiar a tensão era maior porque eu estava de costas. Vai, agora! Não, agora não! Vai! Vai! Disfarça!!! Nunca os palitinhos de sushi foram tão úteis. Era um tal de palito socando sushi... Enquanto isso, eu sofria horrores com mania de perseguição. Achava que todo mundo estava olhando a gente cometer esse crime com os sushis. Entrei na paranóia que a dona do restaurante estava sentada na mesa ao lado! Alguém deve ter visto, não é possível... Pausa para a cultura inútil: Você sabia que cada copo de mate leão comporta em média cinco califórnias, cinco sushis e uns oito sashimis atochados? Estou falando de "big peças", não se esqueçam. No meio dessa árdua tarefa, se aproximou uma garçonete: - Olha só, as peças que vocês deixarem no prato, vocês vão ter que pagar. A minha amiga virou pra ela e perguntou: - Vem cá, aqui é sushi ou escola? Você é professora? Não, porque a bronca que você está nos dando hein? E se eu quiser levar pra viagem, numa "marmita"? Ela muito da antipática e vendo o nosso desespero, respondeu, cheia de prazer: - Mas daí vocês vão ter que pagar do mesmo jeito por cada peça deixada. Desespero. Tensão total na mesa. Os quatro nos entreolhamos e... Mais do que depressa: - Maisummateporfavor! (tudo junto e sem vírgula mesmo porque não tínhamos tempo a perder) - Natural ou com limão, normal ou diet? - Qualquer um! Qualquer um! rarararara... Um segundo copo de mate cheio de japonês até a borda entregava um sashimi de salmão com uns fiapos de nabo pendurados. O riso fez a gente ficar abobalhada. A oxigenação cerebral diminuiu tanto a ponto de ficarmos sem forças de esticar o braço pra tomar uma providência qualquer. Comendo o seu macarrão japonês, meu filho era o único que não achava graça alguma. Foi lúcido, girou o copinho, fechou com a tampinha de cima e continuou a comer. Entre um copo de mate e outro, eu passava bolas de guardanapo recheadas de peixinhos rejeitados por debaixo da mesa, e a minha amiga metia na bolsa. A filha dela, segunda mais lúcida, ajudava nessa manobra de embrulha, soca e joga na bolsa. No final, o alívio. ![]() A última vez que eu fiz xixi nas calças foi numa ilha de edição da TV Globo, quando meu amigo Vitor teve a infeliz idéia de me agarrar pra brincar de "pula gazela!", apertando minha cintura com uns cutucões. Vocês devem estar perguntando porque eu estou contando isso... A minha digníssima amiga, de tanto rir, fez xixi nas calças. Acreditem nisso!!! Ela conseguiu alagar a cadeira de tanto que fez. -Pára Claudinha. Pára. Estou me fazendo nas calças. Pelo amor de Deus, pára de fazer essa cara de desespero. A filha dela, de doze anos de idade, olhou para a mãe e disse: -Caramba mãe, que mico! Fala sério... -Ai, estou tentando me controlar mas está saindo... Ela não chegou a fazer tudo mas foi o suficiente pra molhar a calça toda, alagar a cadeira e sentir aquele quente desagradável escorrer pelas pernas. Agora o problema era o despacho do aquário que tinha dentro da bolsa dela e sair do restaurante sem perceberem que estava mijada! Mais do que rápido ela despachou a filha com o "aquário", amarrou o casaco de couro na cintura (sem encostar é claro na calça para não sujá-lo) e deixou o japonês como uma lady, andando de pernas abertas para não se molhar mais. A grande sorte foi que ela estava de calça preta. Como a roupa preta favorece em todos os sentidos... Emagrece, esconde manchas de menstruação e esconde xixis!!! Viva o pretinho básico! Fazendo um balanço geral, economizamos uns 40 Reais pelas peças deixadas (despachadas). Porém, a minha grande amiga pagou uns 80 pela calça jeans comprada às pressas, vestida sem a calcinha molhada. A bolsa dela ficou impregnada de cheiro de peixe. A calça preta e a calcinha, tadinhas, acabaram enroladinhas na sacolinha da lojinha, quietinhas durante o cineminha. O restaurante é uma merda. E o filme é ótimo. Shreck 2 (Hilária a parte do Pinóquio boiola! rararararara....). (Antes de entrarmos no cinema, a minha amiga fez o resto do xixi para evitar de fazer de novo durante o filme.) OBS: Por que a quatro mãos? Porque foi escrito por mim e pela minha amiga. OBS 2: A segunda mijada do domingo ficou por minha conta. Lagoa Rodrigo de Freitas. Noite de lua cheia. Casais de namorados passeando de mãos dadas. Depois de algumas cervejas num quiosque, pra compensar o estresse da tarde japonesa, decidimos ir pra casa dormir. Mal conseguia andar tamanha a vontade de mijar. A miséria continuou noite afora. Pagar 1 Real pra usar o banheiro da Lagoa???????? A solução foi sair fora (meio corcunda e com as pernas apertadas) pro estacionamento e fazer ali mesmo disfarçadamente meu xixi. Molhei meu tênis, a calça e a bota da minha amiga que fazia um murinho (não bastasse a calça e calçinha dela molhadas). Ao entrar no carro, ainda piso com os pés molhados na sacolinha dela. Mesmo tendo escolhido um canto discreto, um casal filho da puta passeava pelo local e teve que dar meia volta. Se o cara pensa que eu não o vi rindo de mim, engano dele! Ah, mais miséria. Na entrada jogamos um kaô de que íamos pegar nossos filhos (que estavam escondidos no banco de trás) e não íamos demorar! Balanço geral: comemos, bebemos e economizamos 2 Reais do estacionamento e 1 Real da mijadona.
9.8.04
Posted 7:47 PM by C L A U D I N H A
PITTY Às vezes se eu me distraio Se eu não me vigio um instante Me transporto pra perto de você Já vi que não posso ficar tão solta Me vem logo aquele cheiro Que passa de você pra mim Num fluxo perfeito E enquanto você conversa e me beija Ao mesmo tempo eu vejo As suas cores no seu olho, tão de perto Me balanço devagar, como quando você me embala O ritmo rola fácil, parece que foi ensaiado E eu acho que eu gosto mesmo de você Bem do jeito que você é Eu vou equalizar você Numa frequência que só a gente sabe Eu te transformei nessa canção Pra poder te gravar em mim Adoro essa sua cara de sono E o timbre da sua voz Que fica me dizendo coisas tão malucas E que quase me mata de rir Quando tenta me convencer Que eu só fiquei aqui Porque nós dois somos iguais Até parece que você já tinha O meu manual de instruções Porque você decifra os meus sonhos Porque você sabe o que eu gosto E porque, quando você me abraça, o mundo gira devagar E o tempo é só meu e ninguém registra a cena De repente vira um filme, todo em camera lenta E eu acho que eu gosto mesmo de você Bem do jeito que você é Eu vou equalizar você Numa frequência que só a gente sabe Eu te transformei nessa canção Pra poder te gravar em mim
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